Congresso Nacional dos Estudantes

O congresso Nacional de Estudantes

(27/06/2009)

Plenária CNE

Nos últimos anos o movimento estudantil brasileiro vem passando por importantes transformações. Todas as manifestações ocorridas durante o ano de 2007 e 2008 em várias universidades em todo o país mostraram a força que os estudantes possuem e muitos acreditavam ter acabado.

O encontro nacional de Estudantes, realizado em julho de 2008 em Betim (MG), constitui uma data marcante no sentido da unificação do movimento estudantil e da necessidade de um calendário de lutas no âmbito nacional. Nesse encontro saiu a indicação para as entidades debaterem a construção de um congresso nacional de estudantes. Após um bom debate, foi decidida a realização do I Congresso Nacional dos Estudantes (CNE) aqui no Rio de Janeiro nesse ano. O congresso teria um caráter deliberativo sobre as diretrizes do movimento estudantil para os próximos anos, no sentido de unificar e fortalecer a luta de todos estudantes brasileiros.

Não havia momento mais oportuno para a realização deste congresso. Em meio a um cenário terrível, crise econômica mundial de proporções catastróficas, constantes ataques à população jovem e à classe trabalhadora, um governo neoliberal disfarçado com um populismo assistencialista e a entidade que representava a vanguarda dos estudantes brasileiros (UNE) tendo se burocratizado e passado para o lado do governo, estudantes de todo o país se posicionaram e se reuniram no Rio de Janeiro durante os dias 11, 12, 13 e 14 de junho de 2009, realizando o maior congresso de estudantes da história fora da UNE, COM MAIS DE 2000 ESTUDANTES.

Nesse contexto, o CNE teve como pauta principal a crise econômica mundial e a necessidade de um movimento estudantil nacional unificado classista e combativo e uma aliança operário-estudantil. Foram apresentadas 16 teses ao todo para fomentar a discussões e propor soluções e direções para o ME.

Estiveram presentes representantes de vários movimentos de todo país, bem como partidos e coletivos. Movimento a Pleno Pulmões, Movimento Além do Mito, Barricadas abrem Caminhos, Movimento Quem Vem com tudo não Cansa, Juventude Bolchevique, entre outros, marcaram presença. Militantes da esquerda política também compareceram, PSTU, PSOL e LER-QI.

Ao nosso ver, delegados da farmácia da UFRJ presentes no CNE, houveram 3 linhas principais de argumentação nas discussões: alguns entendiam que o foco do CNE seria a discussão sobre concepção e diretrizes do movimento estudantil visando a unificação nacional; outros acreditavam que a realização do CNE concretizava um importante momento de mobilização e por isso deveríamos necessariamente criar uma entidade que representasse a luta dos estudantes e ainda havia aqueles que afirmavam que o principal do congresso seria romper com a UNE a qualquer custo.

A majoritariedade do grupo que defendeu a tese da criação de uma entidade, representada em sua maioria por companheiros do PSTU, infelizmente tornou o debate bastante pobre. Em praticamente todas as discussões esses companheiros colocavam que a entidade que eles propunham na tese intitulada “Outros maios virão”, a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livre), seria o fator essencial para construirmos um movimento unificado, forte e que realmente avançaria nas lutas.

De tudo que foi discutido e analisado no congresso, o que ficou mais claro para todos nós é que falta um trabalho de base. Não avançaremos nas lutas enquanto não trazermos nossos estudantes para o seio delas. Isso só é conseguido através do processo dialético. Não adianta levar massas não conscientizadas para manifestações. É preciso discutir, conscientizar, alertar. E não devemos cair no erro de só fazer isso diante dos ataques pontuais. Todo o sistema nos ataca, o regime universitário nos ignora.

Não virão outros maios enquanto continuarmos cometendo os mesmos erros. Uma entidade nova, criada de forma burocratizada não solucionará o problema da falta de unificação do movimento estudantil. Ela poderá ser útil sim se e somente se conscientizarmos mentes. Do contrário teremos um movimento de poucos, com poucas conquistas.

É importante é agora avançarmos. Todos nós queremos uma universidade pública, de qualidade, de acesso para todos e que gere conhecimento para o povo. A luta é grande, mas as conquistas são muito maiores. Você estudante de farmácia fique por dentro de tudo o que acontece; não seja apenas mais um. Faça a diferença. Procure seu centro acadêmico. Informe-se sobre as lutas, os ataques , os movimentos sociais.

FOTOS DO CNE

O congresso Nacional de Estudantes

(24/05/2009)


Estudantes ocupando a reitoria na UFRJ

Ocupação da reitoria da UFRJ em outubro de 2007.

O movimento estudantil brasileiro está passando por um momento muito importante e histórico. Para aqueles que acreditavam que os estudantes estavam totalmente desarticulados e não buscam mais conquistas coletivas, a série de atos e manifestações que têm ocorrido no país inteiro mostram exatamente o contrário.  A ocupação da reitoria da USP  e as várias ocupações nas reitorias de várias universidades públicas em todo o país no ano de 2007 traduziram a mobilização do estudante brasileiro em prol de uma educação universal e, sobretudo de qualidade.

Os estudantes da área de saúde junto com estudantes de demais áreas, pacientes e funcionários do hospital universitário da UFRJ bloquearam a linha vermelha no dia 30 de maio de 2008.  Muitos outros atos como esse têm acontecido em todo o país.

Está claro, portanto, que o movimento estudantil brasileiro vêm ganhando forças e passando por uma fase de reestruturação e construção. Decepcionados com a UNE – União Nacional dos Estudantes, que durante décadas foi sinônimo de rebeldia e contestação e esteve na linha de frente das mais importantes mobilizações do povo brasileiro, nos últimos anos passou para o lado do governo com a mala e cuia. Em vez de lutar pelo interesse do estudante e do povo brasileiro, completamente burocratizada e sem democracia, a UNE defende o projeto de Reforma Universitária do governo Lula, apoiando o Banco Mundial e  os grandes tubarões da educação privada.

Nesse contexto, foi proposto no ano passado durante o Encontro Nacional dos Estudantes em Betim/MG a construção de um Congresso Nacional, com o intuito sobretudo de discutir a criação de uma entidade que verdadeiramente lutasse do lado do povo.  Após uma série de reuinões e plenárias, o CNE foi construído e acontecerá nos dias 11 a 14 de junho de 2009 na UFRJ, no campus do Fundão. Serão discutidas uma série de problemas estruturais e conjunturais das universidades brasileiras e da sociedade como um todo.

Vamos lutar por uma entidade de representação dos estudantes que lute a nosso favor. Para mais informações sobre o Congresso Nacional dos Estudantes – CNE, procure o CaFar. Se houver a idéia de alguma contribuição para o debate no CNE, procure o Brayan ou Ricardo, da Coordenação Política.

Para maiores informações  www.congressodeestudantes.org.br .

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Responses

  1. Empobrecido mesmo. Concordo.
    Vocês já viram as resoluções?
    Vejam que vocês verão se foi heróico como se pretende.

    (em segredo: deixaram os destaques para a primeira reunião da ANEL).

    Abraço pessoal.


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